Seguro esteve na Proteção Civil e acompanha de perto a situação
Incêndio de Vouzela alastrou a quatro concelhos
O fogo já tem cinco frentes ativas e tornou-se tão ameaçador que obrigou a evacuar pelo menos uma povoação.
Proteção Civil reconhece que cinco incêndios estão a causar maior preocupação
Os incêndios de Vouzela, Barcelos, Tâmega e Sousa, Setúbal e Arouca são os que estão a preocupar mais a Proteção Civil, reconheceu o comandante nacional, adiantando que, até às 18:00 de hoje, foram registadas 92 ocorrências.
"Neste momento, temos cinco incêndios a dar maior preocupação", salientou Mário Silvestre, em conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras.
As 92 ocorrências registadas até ao final da tarde já obrigaram ao empenhamento de um total de 3.025 operacionais, referiu ainda o comandante nacional de emergência e proteção civil, avançando que 23 incêndios tiveram origem durante a noite.
Cerca de 110 operacionais combatem fogo que começou quinta-feira em Barcelos
Ponto de situação
O fogo de Póvoa de Lanhoso que chegou a ameaçar algumas povoações foi dado como dominado há cerca de uma hora.
Portugal está em situação de alerta até à meia-noite de segunda-feira.
Câmara de Lamego encerra Parque Biológico e Abrigo Municipal por prevenção
Proteção Civil reforça meios de combate a fogo em Setúbal
Espanha disponibiliza já hoje um dos dois Canadair pedidos por Portugal
Autoridades evacuaram aldeia de Belazeima do Monte, na serra do Caramulo
Proibida circulação no Parque da Biodiversidade no Seixal face a risco de incêndio
Fogo em Póvoa de Lanhoso dominado
Fogo em Setúbal progride em direção a habitações e parque de automóveis
Reativação em Alpiarça mobiliza 124 operacionais e cinco meios aéreos
Fogo na Póvoa de Lanhoso mobiliza 105 operacionais
Fogo que começou em Vouzela mantém pelo menos cinco frentes ativas
Fogo em Massadas continua a ameaçar habitações
Portugal ativa Mecanismo Europeu de Proteção Civil
"Temos todo o território sob risco muito elevado e entendemos que seria mais adequado termos reforço dos nossos aliados", afirmou o primeiro-ministro no final da reunião do Conselho de Ministros.
Portugal vai ativar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos devido aos incêndios, anunciou hoje o primeiro-ministro, garantindo que a capacidade nacional não está esgotada.
"Decidimos, nesta altura, ativar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e também os acordos bilaterais com Espanha e com Marrocos", anunciou o primeiro-ministro. "Não porque a nossa capacidade esteja já esgotada, mas porque, nesta circunstância, temos o nosso território sob risco muito elevado e entendemos que seria mais adequado ter a disponibilidade, o reforço vindo dos nossos (...) vizinhos mais próximos".
Perante a previsão de temperaturas elevadas e com 12 distritos do continente sob aviso vermelho devido ao calor, o executivo decidiu antecipar o pedido de apoio internacional, embora o dispositivo nacional de combate aos incêndios não esteja totalmente empenhado.
Segundo Luís Montenegro, o objetivo é reforçar preventivamente os meios disponíveis e evitar a deslocação de recursos entre diferentes regiões do país.
"Queremos que todos os meios que estão dispersos por todo o território estejam em prontidão imediata, caso possam ocorrer necessidades nas zonas em que estão localizados", explicou Luís Montenegro, acrescentando que o objetivo é evitar a deslocalização de meios "de umas regiões para as outras".
O primeiro-ministro justificou a decisão com as circunstâncias excecionais, numa altura em que praticamente todo o território continental apresenta níveis elevados de risco de incêndio.
O Mecanismo Europeu de Proteção Civil permite aos estados-membros da União Europeia e a outros países participantes solicitar assistência quando os meios nacionais são insuficientes ou quando pretendem reforçar a capacidade de resposta.
Paralelamente, Portugal mantém acordos bilaterais de cooperação com Espanha e Marrocos que permitem a mobilização rápida de meios, incluindo aeronaves de combate a incêndios.
C/Lusa
Condições climatéricas dificultam combate ao fogo de Vouzela
Mais de 1.400 operacionais no combate a seis principais fogos
Num ponto de situação feito à agência Lusa, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) indicou que o incêndio que gera maior preocupação é o de Vouzela, no distrito de Viseu, que deflagrou na madrugada de quinta-feira e que mobiliza o maior número de efetivos no combate.
De acordo com o oficial de operações no Comando Nacional da ANEPC, Pedro Araújo, o fogo em Vouzela, que deflagrou na localidade de Tourelhe, estava a ser combatido, pelas 14h00 de hoje, por 986 operacionais, apoiados por 324 veículos e 11 meios aéreos.
Deste incêndio, já resultaram cinco feridos, três bombeiros, considerados feridos ligeiros, e dois civis, ambos com ferimentos graves no âmbito do combate ao fogo, um que ficou queimado e outro que caiu de uma carrinha que transportava depósitos de água, tendo todos sido encaminhados para hospitais, indicou o responsável da ANEPC.
Relativamente a este incêndio de Vouzela, há algumas localidades a merecerem especial atenção, nomeadamente Bolfiar, Chã, Carvalhal, Vermilhas, Cambra e São Tiaguinho, uma vez que uma das frentes deste fogo está a dirigir-se para estas povoações, adiantou Pedro Araújo, acrescentando que estas aldeias são de reduzida dimensão, mas que têm algumas habitações.
Além de o posicionamento de meios dos bombeiros nestas localidades, parte da população foi retirada e deslocada para zonas de acolhimento, informou o oficial de operações da ANEPC.
“Não temos ainda informação de casas ardidas ou de danos causados nas habitações”, afirmou Pedro Araújo, acrescentando que há registo de “um veículo dos bombeiros de Campo de Besteiros que ardeu parcialmente”.
Vouzela e o concelho vizinho de Águeda, onde o fogo também chegou, ativaram os planos municipais de emergência, informou.
Outras das ocorrências significativas, segundo a ANEPC, são dois fogos na sub-região do Tâmega e Sousa, um em Castelo de Paiva, distrito de Aveiro, e outra em Nespereira, no concelho de Cinfães, distrito de Viseu, que têm empenhados, respetivamente, 92 operacionais, com 24 veículos e um meio aéreo, e 76 operacionais, com 26 veículos.
De acordo com a Proteção Civil, estes dois incêndios lavram em zona de mato e “estão a ser influenciados pelo vento e pelas temperaturas elevadas que se fazem sentir”, não havendo, até ao momento, informação de feridos, nem de danos em infraestruturas.
Há também um incêndio na Póvoa do Lanhoso, distrito de Braga, numa zona de mato, que mobiliza 71 operacionais, com 21 veículos e dois meios aéreos, indicou a ANEPC, destacando ainda o fogo na povoação de Viatodos, em Barcelos, distrito de Braga, em povoamento florestal, que está a ser combatido por 117 operacionais, com 38 veículos.
Por último, a ANEPC realçou um incêndio na região de Coimbra, concretamente em Montemor-o-Velho, que teve início pelas 13h23 de hoje, junto à autoestrada do litoral, mobilizando 78 operacionais, 16 veículos e o meio aéreo.
“É um incêndio que está com um comportamento errático, está com uma evolução significativa e estão a ser reforçados os meios neste teatro de operações”, disse Pedro Araújo, no ponto de situação pelas 14h00.
Quase todo o território de Portugal continental enfrenta hoje perigo máximo ou muito elevado de incêndio, com exceção de meia dúzia de municípios do litoral, segundo o segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Na quinta-feira, o Governo declarou situação de alerta devido às altas temperaturas, pelo menos até ao final do dia de segunda-feira.
Nuno Melo anuncia `helis´ da Força Aérea no combate e ministérios articulados
Em declarações à saída do evento "Espaço: conhecimento, defesa e economia", que decorreu no Centro Cultural Vila Flor, integrado no programa associado ao Conselho de Ministros, que tem lugar hoje, em Guimarães, Nuno Melo garantiu ainda que os militares "estarão presentes nas operações de prevenção, rescaldo, mas também de combate com meios aéreos".
Da estratégia adotada pelo Governo, o ministro revelou "a articulação que tem sido impecável a nível de diferentes ministérios, nomeadamente a Administração Interna, a Defesa Nacional e a Agricultura, para que num país com meios escassos e com múltiplas entidades que operam neste tipo de cenário, a articulação seja a melhor e, desse ponto de vista, a eficácia maior".
"No que tem a ver com a Defesa Nacional, o que nós estamos a fazer é a reforçar meios. Este ano, pela primeira vez, vamos ter helicópteros (da Força Aérea) empenhados no combate aos incêndios", continuou o governante, revelando ter sido estabelecida uma estratégia na Base Aérea de Monte Real, em Leiria, "em que aeronaves P-3 Orion e Capri C-295 fazem a deteção precoce dos incêndios".
Dessa forma, prosseguiu, é possível "imediatamente empenhar os helicópteros para o combate sem que tenham que percorrer toda a grande teia burocrática, porque isso pode ser a diferença entre atacar um incêndio precoce ou no final ter que lidar com um grande incêndio".
Questionado se os helicópteros já estão a funcionar, Nuno Melo respondeu afirmativamente, acrescendo a isso, no que tem a ver com o exército, as "dezenas e dezenas de protocolos celebrados com autarquias" em que, "além da arma de engenharia empenhada, tem múltiplas patrulhas a percorrer o território nacional nesse esforço de deteção".
"São milhares de efetivos", assinalou o governante, que incluiu nesse esforço os fuzileiros.
Nuno Melo mencionou ainda a "aquisição de 'kits' de incêndios que são instalados em aeronaves C-130, que estarão operacionais a partir de 2027, mas podendo usar carga de água e calda retardante", a que "acresce a aquisição de bombardeiros pesados Canadair, que estão em produção no Canadá e que chegarão, o primeiro em 2029, e o segundo em 2030".
Apesar do esforço a cargo do Estado português, o ministro apelou aos cidadãos para que diminuam os riscos, lembrando-lhes "serem parte da equação".
"Têm que limpar os seus terrenos, têm que estar atentos ao que está a acontecer, não devem fazer queimadas, acender fogos, porque o Estado só por si não vai dar resposta", terminou.
Calor. Castelo Branco eleva para 13 o número de distritos com aviso vermelho
Castelo Branco passou a integrar o grupo de distritos com aviso meteorológico vermelho motivado pelo calor no fim de semana, indicou hoje o IPMA, que reduziu o período de vigência deste nível em parte do Norte e do Centro.
Segundo uma atualização divulgada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) perto das 13:00, o distrito de Castelo Branco (região Centro), para onde estava previsto um aviso laranja, o segundo mais grave numa escala de três, vai estar no nível mais elevado, o vermelho, entre as 00:00 de sábado e as 23:00 de domingo.
Alguns distritos das regiões Centro e Norte - as mais atingidas pelos incêndios rurais desta semana - tinham o aviso vermelho em vigor entre hoje e domingo à noite, mas viram agora este período ser reduzido para até às 23:00 de sábado: Viana do Castelo, Porto, Braga, Aveiro, Coimbra e Leiria.
Por outro lado, Lisboa e Setúbal, onde o nível mais grave seria desativado hoje à noite, passaram a estar abrangidos até às 23:00 de domingo, juntando-se assim a Santarém, Évora, Portalegre e Beja.
No total, ainda que em diferentes períodos, 13 dos 18 distritos de Portugal continental estão abrangidos por avisos vermelhos entre hoje e domingo devido à "persistência de valores muito elevados de temperatura, quer da máxima, quer da mínima".
Todos estes territórios têm em vigor outros avisos -- laranja ou amarelo -- até à manhã de segunda-feira.
Os restantes cinco distritos - Bragança, Viseu, Vila Real, Guarda e Faro -- estão com o nível laranja entre hoje e segunda-feira.
O aviso vermelho é emitido pelo IPMA quando existe uma "situação meteorológica de risco extremo" e esta semana é motivado pela previsão de temperaturas acima dos 40 graus Celsius (ºC) e mínimos acima dos 20ºC, de forma persistente, durante vários dias.
O nível laranja corresponde a uma "situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo é ativado quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
O Governo declarou na quinta-feira situação de alerta em Portugal devido às altas temperaturas esperadas até segunda-feira, tendo emitido despachos de exceção para proibir a utilização de maquinaria em atividades agrícolas.
Quase todo o território de Portugal continental enfrenta hoje perigo máximo ou muito elevado de incêndio, com exceção de meia dúzia de municípios do litoral, segundo o IPMA.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) elevou também na quarta-feira o estado de prontidão especial para o nível III (intermédio/alto), tendo em conta o previsível "agravamento muito significativo" do perigo de incêndios rurais nos dias seguintes.
Nesse dia, o dispositivo de combate a incêndios rurais foi reforçado para entrar na sua capacidade máxima.
Para estes dias, a Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou recomendações aos municípios para protegerem as populações das temperaturas elevadas e ondas de calor, alegando o "papel de proximidade essencial" que desempenham na preparação e resposta a esses fenómenos.
Fogo em Cinfães provocou um desalojado
"Sinto-me maldisposta". Idosos afetados devido à onda de calor
O calor em excesso preocupa as autoridades de saúde, sobretudo por causa das populações mais frágeis, como os idosos. Clotilde Costa vive sozinha em Miragaia, no Porto, e é acompanhada por uma equipa de apoio domiciliário.
Uma equipa do centro social e paroquial da Vitória vai todos os dias a casa de Clotilde Costa, em Miragaia, no Porto.
Esta equipa acompanha diariamente pessoas mais velhas que precisam de apoio. O calor em excesso dificulta muitas vezes o dia a dia destas pessoas.
As principais recomendações da educadora social Susana Feliciano são arejar a casa, beber água e vestir roupas frescas e leves.
A repórter Sara Araújo de Almeida acompanhou uma das visitas a casa de Clotilde.
Onda de calor. Doze distritos sob alerta vermelho
Os municípios intensificam os planos de contingência assim como as instituições que cuidam de pessoas mais vulneráveis.
Biblioteca municipal de Faro é um dos locais de abrigo ao calor
Incêndio em Barcelos tem três frentes de fogo
Ministro da Administração Interna esteve em Águeda a demonstrar apoio
"País está a preparar-se" para os incêndios florestais
Luís Montenegro garante que Portugal está preparado para combater os incêndios. Em Toronto, com a seleção, o primeiro-ministro disse estar a acompanhar as vítimas dos fogos.
Incêndio em Vouzela provocou sete feridos ligeiros
Incêndio em Vouzela. Vento forte fez alastrar as chamas durante a noite
Perto de mil bombeiros e quase uma dezena de meios aéreos combatem o incêndio que na madrugada desta quinta-feira deflagrou no concelho de Vouzela. Um fogo que já chegou a Oliveira de Frades e Águeda.
Fogo que começou em Vouzela já queimou mais de sete mil hectares
De acordo com o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS), o fogo que eclodiu pelas 03h04 de quinta-feira em Vouzela e se estendeu, depois, a Oliveira de Frades e Tondela (Viseu) e Águeda (Aveiro), a área ardida situava-se, ao início do dia de hoje, nos 7.191 hectares, estando em expansão, já que o incêndio lavra há mais de 33 horas e permanece ativo.
Os mais de 7.000 hectares correspondem a cerca de 10.000 campos relvados de futebol de 11.
Os dados consultados pela agência Lusa pelas 12h00, sustentados na informação recolhida pelos sensores VIIRS e Modis (instalados a bordo de satélites que orbitam a Terra), permitem ainda estimar um perímetro de incêndio com mais de 50 quilómetros (km), que se desenvolveu para oeste e sudoeste (em direção ao município de Águeda, pela zona florestal do Préstimo) e também para sul e sudeste, para as vertentes da serra do Caramulo, já no concelho de Tondela.
Já as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) para a zona onde o incêndio permanece ativo, indicavam, às 12h00, uma temperatura estimada de 29,3º centígrados e humidade relativa de 25,6%, segundo dados publicados na página fogos.pt.
Duas aldeias evacuadas na serra do Caramulo em Tondela
À agência Lusa, o responsável disse, pelas 11:45, que "durante a noite foi evacuada a aldeia de Matadagas e agora está a ser evacuada a aldeia de Mansores", ambas na freguesia de São João do Monte, no concelho de Tondela, distrito de Viseu.
As pessoas estão a ser retiradas para a sede da freguesia, São João do Monte, que fica numa "envolvência, como se pode ver, de verde, a única diferença é a espécie das árvores, carvalho, eucalipto, pinheiro, é tudo verde".
"Nesta encosta está tudo em perigo, porque este flanco apanha a vertente norte da serra do Caramulo e não está controlado. Estamos a falar de cerca de 15 quilómetros de frente para oito veículos de combate", salientou.
Miguel Santos disse à agência Lusa que "os reforços foram pedidos" e, na ocasião, sobrevoava "um helicóptero, mas não de combate, mas sim de coordenação" e, portanto, agora, "a esperança é chegarem [meios] de combate".
A presidente da Câmara Municipal de Tondela, Carla Antunes Borges, já tinha dito à agência Lusa que da aldeia de Matadagas foram retiradas "três pessoas idosas e uma criança" e "dois cães".
O incêndio teve início às 03:04 de quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra, Vouzela (distrito de Viseu). Pelas 12:15, a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) indicava que estavam 960 operacionais no terreno, apoiados por 307 veículos e nove meios aéreos.
CP cancela seis ligações Intercidades devido às temperaturas extremas
Em comunicado, a transportadora ferroviária explica que a decisão foi tomada de forma "preventiva e responsável", com o objetivo de reduzir o risco de ocorrências durante a vaga de calor e "proteger o conforto e o bem-estar dos passageiros e dos trabalhadores".
As ligações hoje suprimidas são o intercidades 517, entre Lisboa-Santa Apolónia, com partida prevista às 12:30, e a Guarda, com chegada às 16:44, o IC 512, entre a Guarda, com partida às 12:48, e Lisboa-Santa Apolónia, com chegada às 17:00, o IC 523, entre Lisboa-Santa Apolónia, às 15:30, e Porto-Campanhã, às 18:43.
MAI garante país preparado para o combate e espera que incêndio de Vouzela seja estabilizado esta tarde
“O incêndio na zona centro do país é aquele que maior preocupação nos tem dado. Esta noite foi um combate terrível, sobretudo pelas rajadas do vento”, disse Luís Neves aos jornalistas.
“Tínhamos perspetivado que pudesse ser assim. O vento vai agora começar a amainar durante o dia e vamos procurar estabilizar”, acrescentou.
O foco da Proteção Civil e dos bombeiros “é debelar no primeiro momento aqueles incêndios que se iniciam”, sendo que “a primeira fase do combate tem sido de grande sucesso”.
“Quase todos os incêndios têm terminado ao fim de pouco tempo, fruto dessa celeridade e prevenção”, vincou o ministro.
Ponto de situação. Quatro grandes ocorrências mobilizam 1.223 operacionais
Outro incêndio que preocupa nesta altura é o de Barcelos, onde estão 104 operacionais, 32 meios terrestres e um aéreo.
Em Cinfães, o incêndio reúne 91 operacionais, 27 veículos e três aeronaves.
Castelo de Paiva também enfrenta um fogo, com 87 operacionais mobilizados, juntamente com 23 meios terrestres.
Detidos dois suspeitos de atear fogo em Freixo de Espada à Cinta
De acordo com o Departamento de Investigação Criminal de Vila Real, os dois suspeitos foram detidos fora de flagrante delito e estão "fortemente indiciados" pela prática de um crime de incêndio florestal que ocorreu no domingo, em Ligares, Freixo de Espada à Cinta, distrito de Bragança.
Em comunicado, a Judiciária explicou que recolheu "fortes indícios de que os suspeitos utilizaram chama direta em espaço rural, ateando o foco de incêndio sobre vegetação seca, abandonando de imediato o local".
O incêndio, continuou, propagou-se a terrenos confinantes, públicos e privados, consumindo uma área superior a 200 hectares, composta maioritariamente por mato e ocupação agrícola, colocando em sério perigo bens patrimoniais e as populações das localidades próximas.
"Consequências que apenas não assumiram maior gravidade devido à rápida e eficaz intervenção dos bombeiros e vários meios aéreos, que, no entanto, só já no dia seguinte, cerca das 22:50, conseguiram dominar as chamas", realçou.
A PJ disse que um dos detidos encontra-se "também fortemente indiciado" de, em 16 de junho, na mesma localidade, ter ateado um incêndio florestal através de chama direta.
Este fogo consumiu uma área de cerca de meio hectare, composta essencialmente por mato e pinheiro-bravo, acabando por se alastrar a um espaço agrícola de amendoeiras.
Nestas detenções, a PJ contou com a colaboração do Grupo de Trabalho para a Redução das Ignições (GTRI) do Interior Norte e da GNR de Torre de Moncorvo.
Os detidos vão ser presentes a interrogatório judicial para aplicação de eventuais medidas de coação, prosseguindo a investigação no âmbito de inquérito titulado pelo Ministério Público de Torre de Moncorvo.
"Não desistimos", garante comandante dos Bombeiros Voluntários de Águeda
“Ao meio-dia o vento vai rodar a norte e o flanco esquerdo vai começar novamente a ter uma pressão grande. Vamos ver se conseguimos que não apanhe muita intensidade”, disse à RTP o comandante Francisco Santos, dos Bombeiros Voluntários de Águeda.
“Não desistimos”, assegurou, emocionado.
Autarca de Águeda alerta para estradas obstruídas após passagem das chamas
Um desalojado em Cinfães e perto de uma centena de operacionais no terreno
De acordo com o comandante dos Bombeiros Voluntários de Nespereira, Paulo Soares, um homem, com idade na casa dos 80 anos, ficou desalojado na povoação de Fornelos.
"Até ao momento não temos feridos a assinalar", acrescentou.
Cerca de uma centena de operacionais, apoiados por três dezenas de veículos e três meios aéreos combatem um incêndio no concelho de Cinfães, distrito de Viseu, que deflagrou pelas 18:00 de quinta-feira, na localidade de Moimenta.
Segundo Paulo Soares, o fogo está neste momento a evoluir favoravelmente, depois de uma noite complicada.
"Trata-se de uma zona de mato, com muitas povoações dispersas, de difícil acesso. O vento tem estado muito forte no local", descreveu.
(Agência Lusa)
Aviso vermelho alargado esta sexta-feira a 12 distritos
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) elevou hoje de 10 para 12 o número de distritos de Portugal continental que estão sob aviso vermelho devido ao calor, situação que se mantém até domingo na maioria destes territórios.
Na maioria dos casos, este nível permanece ativo até às 23:00 de domingo, mas em Lisboa e Setúbal termina hoje às 23:00, passando então a laranja, o segundo nível mais grave.
O aviso vermelho surge numa altura em que Portugal continental atravessa num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus Celsius (ºC) e mínimas entre os 24ºC e os 28ºC.
O Governo declarou na quinta-feira situação de alerta em Portugal devido às altas temperaturas esperadas até segunda-feira, tendo emitido despachos de exceção para proibir a utilização de maquinaria em atividades agrícolas.
Na quarta-feira, a Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou recomendações aos municípios para protegerem as populações das temperaturas elevadas e ondas de calor, alegando o "papel de proximidade essencial" que desempenham na preparação e resposta a esses fenómenos.
Segundo a DGS, as autarquias devem garantir, em parceria com várias entidades, a sinalização de pessoas mais vulneráveis, mantendo atualizada essa listagem, assim como realizar contactos preventivos e promover, sempre que possível, visitas domiciliárias.
Já ao nível das medidas comunitárias, a direção-geral aconselha que sejam abertos locais de abrigo temporário (zonas de arrefecimento) e disponibilizada água potável, garantindo o bom funcionamento dos bebedouros públicos, assim como recomenda o prolongamento dos horários de bibliotecas, piscinas e equipamentos climatizados de proximidade.
Para os espaços públicos, é sugerido que sejam reforçadas as zonas de sombra, instaladas estruturas temporárias de sombreamento e arrefecimento, e adaptados os horários dos trabalhos municipais realizados no exterior.
Os municípios devem ainda assegurar a coordenação permanente entre a autoridade de saúde e unidade local de saúde da sua região, mas também com os bombeiros, as forças de segurança, a Cruz Vermelha Portuguesa, a Segurança Social e instituições sociais.
Por causa da onda de calor, os hospitais ativaram o nível mais baixo dos planos de contingência.
Fogo em Vouzela complica-se com cinco frentes ativas
Quase um milhar de operacionais combatem as chamas em Vouzela, que já se propagaram aos concelhos de Oliveira de Frades e Águeda.
O fogo em Vouzela, distrito de Viseu, é um dos que está a mobilizar mais meios esta sexta-feira. Ao início da manhã, tinha já cinco frentes ativas e continuava a progredir devido ao vento.
As chamas já se propagaram para os concelhos de Oliveira de Frades e Águeda.
Pelas 10h00 estavam no terreno 936 operacionais, apoiados por 288 meios terrestres e dez meios aéreos.
Marco Lucas, segundo comandante da Proteção Civil das Beiras, explicou aos jornalistas que durante a tarde de ontem “tivemos ventos muito fortes em que houve muitas projeções”, pelo que “o incêndio foi-se partindo um bocadinho”.
Os meios terrestres tiveram de se repartir “para salvaguardar as pessoas e bens”, já que “todas as aldeias na frente de chama estiveram ameaçadas”.
“Não houve aldeias evacuadas”, mas foram retiradas algumas pessoas por precaução, adiantou o responsável.
“Temos oito feridos, um civil que foi apenas assistido – uma senhora que se sentiu mal – e o restante são operacionais”, dos quais três foram levados a unidades hospitalares com ferimentos ligeiros, detalhou.
Em Águeda, o fogo “fez duas projeções para uma nova aldeia”, Boa Aldeia, explicou esta manhã à RTP o comandante Francisco Santos.
Neste momento, “a pressão mais forte está em seis aldeias”, adiantou.
“Os meios não estão a conseguir entrar em Vale de Égua. A estrada está cortada, portanto ainda é uma situação extremamente complicada neste momento”.
O comandante referiu ainda quatro feridos, entre os quais “um ferido grave, queimado”.
O presidente da Câmara de Águeda falou, por sua vez, num incêndio "atípico, com uma brutalidade em termos de progressão".
"As projeções são diabólicas. Com este vento todo a empurrá-lo criou aqui um corredor por aqui abaixo desde Macieira de Alcoba até à cidade que foi uma coisa fantástica", disse à Lusa.
Este incêndio já obrigou ao corte da linha ferroviária do Vouga entre Mourisca do Vouga e Águeda, destruiu um veículo dos bombeiros e alguns anexos agrícolas e provocou ainda alguns danos em habitações.
Ao início da manhã, os quatro maiores incêndios ativos no país mobilizavam cerca de 1200 operacionais, sendo o incêndio em Vouzela aquele que está a levantar maiores preocupações.
(com Lusa)